Em entrevista para a Vogue, esta semana, Katy Perry revelou que foi já impedida de interagir com pessoas gays quando estava crescendo. A cantora que ganhou destaque com o hit I kissed a girl, falou sobre sua sexualidade e a criação em uma família de pastores evangélicos.

Ela descreveu sua juventude como “uma bolha além da bolha”. “As escolas eram realmente improvisadas. A educação não era a primeira prioridade. Minha educação começou na verdade depois dos meus 20 anos, e ainda há muita coisa para aprender”.

Perry disse que quando ela era jovem, “não tinha permissão para interagir com gays”, mas acrescentou: “Eu saí do ventre fazendo perguntas. Curiosa desde o primeiro dia. Sou realmente grata por isso. Minha curiosidade me trouxe até aqui. Qualquer coisa que eu não entenda, vou questionar.”

A estrela continuou a dizer que lutou tentando entender sua sexualidade enquanto se equilibrava entre a religião e chegou a rezar para gays nos acampamentos religiosos que participava. “Falo minhas verdades e pinto minhas fantasias nestas canções. Por exemplo, ‘eu beijei uma menina e gostei’, essa é a verdade, e eu fiz mais do que isso…”

“Quando eu estava crescendo, a homossexualidade era sinônimo da palavra ‘abominação’ e do inferno. Um lugar de ranger de dentes, queima contínua de pele e provavelmente Mike Pence [vice presidente de Donald Trump] está nesta lista de convidados para um churrasco no inferno…”

“Como eu ia conciliar isso com uma menina cantora do evangelho criada em grupos de jovens que eram campos pró-conversão? O que eu sabia era que eu era curiosa. Mas em 2008, quando a música saiu, parecia que havia muitas pessoas curiosas o suficiente para cantar comigo também” diz.

Perry foi uma das artistas norte-americanas na luta contra o atual presidente dos Estados Unidos, Trump, que desde que assumiu o cargo já se movimentou para desmantelar as proteções de direitos civis para crianças transgêneras na educação que havia sido estendida sob o governo de Obama.

O Departamento de Justiça também arquivou, sem alarde, o processo contra a lei anti-LGBT da Carolina do Norte, e no início deste mês, o Supremo Tribunal anunciou que vai avançar as audiências sobre o planejamento dos direitos das transgênero, com foco para a remoção das proteções conseguidas anteriormente.

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