A família Harrad Reis, do casal David e Toni, comemorou neste último domingo a realização do batizado dos três filhos do casal: Alysson, Filipe e Jéssica, na Catedral de Curitiba. Depois de percorrer quatro igrejas e se deparar com problemas burocráticos Toni decidiu por fim escrever para o Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo.

“Eles falavam tanta coisa que era impossível batizar. Eu sentia que quando as pessoas sabiam que eu tinha um marido ficavam meio assim. Teve até uma situação que uma secretária ficou assustada, pulou da cadeira e falou que era difícil. Tinha gente que falava do código canônico, problema de agenda. Você sente quando a pessoa tá pensando: olha, desculpa, não vai dar”, contou ao O Globo.

O casal conseguiu marcar um audiência com o clérigo que pediu para que o padre Élio José Dall’Agnol realizasse a cerimônia na Catedral de Curitiba. “Nós ficamos super felizes. O bispo foi maravilhoso, não teve grandes discussões. Ele falou: nós vamos batizar as crianças, não um casal gay. A única exigência que ele fez foi que os padrinhos fossem católicos e fizessem o curso de padrinhos”, disse.

As crianças ficaram ansiosas e felizes com a realização da cerimônia. “O Alysson falou que está se sentindo purificado. A Jéssica disse que está se sentindo integrada à sociedade e o Filipe que se sente bem por ter uma religião. Só para conseguir adotar nossos filhos foram sete anos de espera. Fomos desde a primeira instância até o Supremo Tribunal Federal”.

Igreja CatólicaFamília reunida na Catedral depois do batizado – Arquivo Pessoal

A família agora vai sair de viagem para a Europa e uma das paradas é Roma, para conhecer o Vaticano. “Nós estamos super felizes, vamos passar um mês na Europa juntos. Meus carioquinhas vão conhecer o mundo. Para eles vai ser maravilhoso, já até escolheram os monumentos que querem visitar e vamos ver o Papa”.
Assista à participação da família Harrad Reis no vídeo documental “Nosso Amor Existe: Pais”

Casos de homofobia em Curitiba

Esta semana o caso de um casal de lésbicas que sofreu homofobia no Museu Paranaense ganhou as redes sociais. As mulheres foram hostilizadas após trocarem um beijo no museu, e após realizarem uma denúncia o Museu se desculpou sobre o ocorrido e disse que tomaria as decisões cabíveis.

A situação aconteceu em menos de 15 dias após um casal gay descobrir que estava sendo difamado por meio de um panfleto de cunho homofóbico, distribuído na vizinhança do bairro que estava prestes a se mudar. A repercussão do fato gerou comoção e um ato foi organizado para receber o casal no bairro novo.

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