O movimento Um Activismo por Dia convocou um ato contra as denúncias de campos de concentração para homens gays na Chechênia, e a perseguição que a comunidade LGBT sofre no país e na Rússia. O protesto contou com a presença de centenas de pessoas, entre eles vários deputados.

O candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Ricardo Robles considerou os relatos de detenções e morte de homossexuais na Chechênia como “absurdo”, e afirmou que “é o pior do que assistimos no século XX. Os campos de concentração nazistas foram os últimos campos onde a comunidade gay foi detida e exterminada e não podemos deixar que este horror se repita”.

Na manifestação várias bandeiras com as cores do arco-íris e também cartazes onde se lia “Stop Homofobia”, “Não à Violência” ou “Homofobia é Arma Letal”, foram levantados, enquanto os presentes expressavam a sua indignação gritando frases como, “A nossa luta é todo o dia contra o machismo e a homofobia”, e “Tortura não, nem campos de concentração”.

Segundo o jornal Novaya Gazeta, autoridades da Chechênia estariam usando campos de concentração para prender e torturar homens gays. De acordo com denúncias de grupos defensores dos direitos humanos, mais de 100 homens gays foram detidos “em conexão a sua orientação sexual não-tradicional, ou suspeitas disso”. Uma dessas prisões estaria num quartel na cidade de Argun.

Através de um porta voz, a Chechênia negou as acusações dizendo que “é impossível prender ou reprimir um tipo de pessoa que não existe na república. Se essas pessoas existissem na Chechênia, as autoridades não precisariam se preocupar com elas, pois seus próprios parentes as mandariam para lugares de onde jamais retornariam.”

Na semana passada, centenas de pessoas se reuniram na embaixada russa em Londres e exigiram que a primeira ministra do Reino UnidoTheresa May se pronunciasse a respeito. Em Lisboa, um dos representantes da manifestação leu um documento que também pede que Portugal se pronuncie sobre a perseguição e morte de homossexuais pelo governo checheno.

“Exortamos que, sendo Portugal signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e perfilando umas das legislações mais respeitosas para com todas e todos, faça pressão internacional e diplomática para que a dignidade humana seja respeitada”, pedem os signatários do documento.

Propostas de asilo político para os perseguidos por orientação sexual também foi anexada no documento. “Portugal, pelos avanços legislativos que tem feito, deve transmitir essa imagem, até para incentivar outros países a fazerem o mesmo. Estas pessoas estão a fugir para os países vizinhos”, disse André Faria, da associação de jovens LGBT Rede Ex-Aequo.

A concentração contou com a presença de várias organizações como a UMAR, a Rede EX-Aequo, Por Todas Nós, e a associação de estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

Related Posts

Comentários

Comentário