Que as adaptações de livros para o cinema sofrem alterações, não é segredo pra ninguém. Roteiro e direção modificam, muitas vezes, a obra por completo, mas essa lista vai além das mudanças nas histórias, traz os personagens que tiveram sua sexualidade modificada ou invisibilizada.

Em tempos onde a identidade é tão importante, relembrar as histórias que alteraram o curso de seus personagens simplesmente por sua orientação sexual é uma forma de levantar o debate sobre a representatividade e sobre a manutenção dos estereótipos pelo cinema.

1 – A Cor Púrpura – Celie Johnson

No filme de 1985, Celie (Whoopi Goldberg) e Shug (Margaret Avery) trocam um beijinho, em algo que foi defendido por Whoopi, na época, como algo puramente fraternal e cheio de ternura, mas com nenhuma conotação lésbica. Entretanto, no livro de Alice Walker, lançado em 1982, as duas personagens vão muito além de trocaram só um beijo.

 2 – O Homem Sem Face – Justin McLeod

 

Mel Gibson estreou na direção em 1993 adaptando um livro de Isabelle Holland lançado 21 anos antes. Gibson também interpretou o personagem principal da produção, que era originalmente gay, mas se tornou hétero nos cinemas.

3 – 007 Contra Goldfinger – Pussy Galore

 

Além de mudar características físicas da personagem, que no livro era morena e passou a ser loira no cinema, o terceiro filme do 007 também alterou a sexualidade de Pussy Galore! “Goldfinger”, sétimo livro sobre o agente secreto escrito por Ian Fleming, trazia uma bondgirl lésbica que era agarrada à força por James Bond – essa cena, entretanto, apareceu no longa-metragem.

4 – Tomates Verdes Fritos – Ruth Jamison

No livro de Fannie Flagg, de 1987, a relação de Ruth e Idge, vividas no cinema por Mary-Louise Parker e Mary Stuart Masterson, respectivamente, era muito mais definida e lésbica. Esse envolvimento ficou extremamente superficial no longa-metragem de 1991, inclusive com Ruth sofrendo a perda de um grande amor masculino e apanhando em um casamento abusivo.

5 – Bonequinha de Luxo – Paul Varjak

 

No livro de Truman Capote, a personagem Holly Golightly, interpretada no cinema por Audrey Hepburn, se refere Paul Varjak como uma “maude”, uma gíria norte-americana da época que se referia a um prostituto homossexual. Isso mudou totalmente nas telonas, com Varjak sendo interpretado por George Peppard e virando o mocinho da história.

6 – Farrapo Humano – Don Birnam

 

O longa-metragem de Billy Wilder arrebatou a crítica em 1945, ganhando os Oscars de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Ray Milland) e melhor roteiro. Trata-se da história de Don Birnam, um fracassado escritor que se torna alcoólatra. No livro de Charles Jackson, lançado um ano antes do filme, o personagem também se tortura por memórias homoafetivas de sua adolescência, algo que ficou de fora nos cinemas.

7 – Além da Linha Vermelha – Cabo Fife

 

No livro de James Jones publicado em 1962, existe todo um capítulo mostrando como o cabo Fife (vivido no cinema por Adrien Brody) seduz o soldado Bead (Nick Stahl) durante uma noite chuvosa dentro da barraca – basta dizer que esta foi “bem” armada. A adaptação cinematográfica de 1998, entretanto, corta toda essa sequência e não existe nenhuma menção sobre a sexualidade desses personagens.

Com informações de Minha Série.

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