De acordo com a Newsweek, integrantes da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) estão lutando contra o grupo terrorista Estado Islâmico no campo de batalha sírio.

Batizado de TQILA – The Queer Insurrection and Liberation Army (algo como exército gay da insurreição e libertação), o grupo é o primeiro a se denominar como uma unidade de combatentes LGBTs na guerra contra os extremistas.

A informação da criação do grupo correu o mundo nesta segunda-feira (24) e mostram os membros do TQILA como aliados dos curdos, que também lutam contra o Estado Islâmico.

Nas redes sociais, o grupo divulgou sua logo (uma AK-47 em um fundo rosa), um anúncio sobre sua formação e imagens dos soldados em batalha, como uma foto dos combatentes armados, segurando uma bandeira do grupo e uma do arco-íris (símbolo da luta LGBT) e erguendo uma faixa em que se lê: “essas ‘bichas’ matam fascistas”.

O anúncio da formação do TQILA.

O grupo é uma resposta a dois ataques radicais contra a comunidade, como o assassinato de jovens gays jogados do alto de prédios e o atentado à boate Pulse em Orlando, nos Estados Unidos, no ano passado. Em entrevista a Newsweek, o porta-voz do TQILA não quis divulgar o número de soldados por motivos de segurança, mas contou afirmou que já estão lutando em Raqqa [cidade da Síria].

Veja também:

Sob o governo do Estado Islâmico, dezenas de homens gays já foram mortos nos últimos três anos. “Os integrantes do TQILA testemunharam inúmeros ataques das forças extremistas à comunidade LGBT, que se referem a nós como ‘doentes’ e ‘anormais'”, diz ainda o anúncio oficial. “Queremos enfatizar que a homofobia não faz parte do islã ou de qualquer outra religião.”

Além de LGBTs, as forças curdas também têm soldados mulheres em suas unidades de combate. Recentemente, academias de treinamento para elas foram criadas para aumentar o número de mulheres lutando na guerra.

Com informações da Band.

Related Posts

Comentários

Comentário