Uma foto do príncipe George, filho do príncipe William e da princesa Kate Middleton, viralizou na internet essa semana e não foi pela beleza ou fofura do garoto, mas pelo tamanho das ofensas homofóbicas e polêmica que ela gerou.

Na foto, o menino de 4 anos aparece com as duas mãos juntas ao rosto, o que foi suficiente para disparar uma série de comentários maldosos e cruéis, muitos deles, taxando a criança como ‘gay’ e ‘afeminado’, numa conotação negativa, carregada de preconceito.

A repercussão revela a homofobia internalizada, que primeiro separa e classifica o que é permitida para cada gênero e depois diminui o que se refere ao feminino a um status menor, inferior. A foto despertou ainda, críticas à própria comunidade LGBT, que de certa forma, comemorou o fato, insinuando a possibilidade de um ‘príncipe gay’, especulando a sexualidade de uma criança em formação.

“O teor das piadas feitas quanto à pose do príncipe envolve ignorância, confusão quanto aos conceitos de comportamento, gênero e orientação sexual. O fato de ele supostamente se expressar de forma diferente dos padrões estabelecidos como a ‘masculinidade vigente’ não tem necessariamente a ver com sua orientação sexual. Estamos falando de uma criança em fase de desenvolvimento”, ressalta a pedagoga Caroline Arcari, diretora da Escola do Ser e autora do livro ‘Pipo e Fifi‘, que trata do tema prevenção do abuso sexual infantil.

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“Das piadas homofóbicas aos comentários sobre o gesto aparentemente afeminado do príncipe, o mecanismo principal que teceu essa reação na internet foi o mesmo: o machismo. Assim como ‘magro’ não é elogio e ‘gordo’ não é ofensa, apenas características pessoais, ‘hétero’ não deveria ser elogio, assim como ‘gay’ não deveria ter conotação depreciativa ou negativa. São características da personalidade humana”, explica Arcari.

A família real britânica ainda não comentou sobre o assunto.

Com informações do Catraquinha | Foto de  capa: Reprodução/The Telegraph.

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