Uma denúncia de homofobia envolvendo o prestigiado Colégio JK de Brasília (DF) vem ganhando destaque pelas redes sociais. O professor de língua portuguesa Lucas Solano, de 28 anos, afirma que foi demitido na última quarta-feira (5), após ter se vestido de drag queen em uma gincana do colégio.

Solano dava aula há quatro anos, para as turmas dos ensino fundamental e médio, nas unidades da Asa Norte e de Taguatinha. E segundo ele, seu desligamento ocorreu como uma retaliação por sua orientação sexual e religiosa. O docente contou ainda, em entrevista ao Metrópoles, que essa não teria sido a primeira vez que havia sofrido pressão da instituição.

(Lucas Solano – Arquivo Pessoal)

“Eu não escondo quem sou nem para o corpo escolar nem para ninguém. Acho que, na era da autoafirmação, como a que vivemos, ninguém deve ser menos do que é”, disse o docente. “Mas o fato é que as diretorias nunca gostaram disso, e isto ficou bem claro com essa minha demissão desmotivada, um dia após eu me caracterizar de drag queen na gincana da escola. Não estou pedindo que todos me adorem, mas que me respeitem, principalmente enquanto profissional”, acrescentou.

No dia da gincana escolar, Solano conta que ocorreu um incidente, envolvendo alguns alunos, que o atacaram no meio da gincana, a princípio para comemorarem uma vitória em uma das provas que competiam, no entanto, acabaram derrubando o professor, que ao se levantar, pediu que os mesmo se afastassem.

A instituição nega que o desligamento tenha sido motivado por homofobia, conforme nota publicada em sua rede social, que foi retirada depois de ter recebido mais de 800 comentários, muitos deles, desaprovando a atitude do colégio.

Veja também: 

Na nota, o colégio se colocava contrário à pratica homofóbica, e a outros preconceito como étnico ou de classe social e que o que foi levado em conta na demissão do professor, foi o “comprometimento do profissional”. O texto ainda dizia que as acusações feitas à escola são graves e que lamentam o “mal entendido”.

Além da denúncia de preconceito, o professor contou que a escola tem débitos trabalhistas com ele. “Nunca depositaram uma parcela minha do FGTS. Conhecidos que foram demitidos há seis meses só estão recebendo o valor do acerto agora. A escola não respeita seus profissionais”, acusou.

Related Posts

Comentários

Comentário