Sem papas na língua, Roberta Miranda deu o que falar em recente entrevista à Veja. Entre os assuntos, a rainha do sertanejo foi questionada sobre o assédio nas redes sociais e teve, mais uma vez, sua sexualidade posta em jogo.

“Venho de uma família bastante polida, brava, minha mãe, meu pai e meus irmãos sempre ficaram em cima de mim para tudo. Bem no começo da minha carreira, jurei sob o leito da minha mãe que minha vida pessoa caberia apenas a mim, e cumpri”, declarou a cantora, garantindo não ficar incomodada com perguntas sobre sua sexualidade.

“Um dia Hebe Camargo perguntou se eu era homossexual, respondi: ‘Hebe, sou o que vocês desejam que eu seja’. Não tenho nada contra nada. Vou repetir: não sou heterossexual, não sou homossexual, não sou bi, não sou tri! Já passei da fase de rótulos. Quem come de tudo não passa vontade”, contou.

A cantora ainda lembrou de sua dificuldade ao entrar na música sertaneja: “era inconcebível uma mulher nordestina ser consagrada pelo povo como rainha da música sertaneja. Hoje temos uma onda de meninas no sertanejo, minhas sementinhas, como gosto de chamá-las.”

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Questionada se se considera feminista, Roberta Miranda diz que sim, se o movimento entende-se como a luta pelo espaço da mulher, a busca por respeito e tratamento igualitário. “Mas não sou a favor de colocar os homens para baixo, de magoá-los ou fazer com eles o que eles fizeram com a mulher”, acrescentou. Para ela, a música sertaneja sempre foi o “nicho mais machista da música.”

“Mas esse movimento de empoderamento feminino não é exclusivo da música, a mulher tem descoberto seu poder em diversas áreas da vida. O homem precisa ficar antenado, a mulher não depende mais do dito cujo nem para fazer filho”, disse, dando risada.

Com informações do Pheeno.

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