Intitulado A Dieta de Auschwitz vs O Pão Nosso de Cada Dia, o livro da escritora Emília Pinheiro, lançado em Portugal em 2014, volta a causar polêmica pelas redes sociais. Nele ela questiona a necessidade de comer em excesso e relaciona o campo de concentração, onde a fome não era opcional, com uma dieta, onde existem opções.

“Afinal, vivemos para comer ou comemos para viver?”, é a pergunta que surge na contracapa do livro, onde se explica que a obra faz um paralelo entre “a fome e a destruição” da era nazista, em que as “rações” mal chegavam “a 10% da alimentação que seria necessária para alimentar os milhares de bocas famintas”, e as dietas dos tempos modernos e, ainda, a “desenfreada comilança” de quem come como se temesse que “toda a comida do planeta tivesse a capacidade de se esgotar”.

O campo de concentração de Auschwitz, localizado no sul da Polônia, é um dos grandes símbolos do Holocausto, instituído pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, e só por este motivo já seria uma afronta exaltar qualquer ponto positivo nesta, que é uma das maiores atrocidades contra a vida da história mundial.

Sendo conhecido por ser um dos mais cruéis campos de concentração, onde milhares de judeus, ciganos, homossexuais foram submetidos a tortura, trabalhos forçados extenuantes, experiências médicas desumanas, a muita fome, e mortos nas câmaras de gás.

Como se não bastasse, a obra da autora portuguesa foi lançada pela Editora Ariana, que aparentemente por coincidência, partilha o nome com o termo usado para a apologia da “raça pura”, ou “raça ariana”, um dos grandes lemas do regime nazista.

A autora nascida nos Açores, na Ilha Terceira, é radicada brasileira desde outubro de 1979, e se apresenta como especialista em terapêutica ortomolecular e em dieta pelo tipo sanguíneo, e afirma que sua obra pretende realçar “o ato de nos alimentarmos de forma correta […] para que não sejamos passivamente aprisionados e exterminados, aqui, pelos nossos próprios vícios”.

Com informações do Zap.

 

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