Um adolescente de 14 anos foi espancado em um ponto de ônibus na cidade de Maringá, no norte do Paraná, e terá que fazer uma cirurgia para reconstruir a face, segundo a mãe. Segundo o Conselho Tutelar, a agressão teve motivação homofóbica.

De acordo com a polícia, a agressão aconteceu na tarde de quarta-feira (9) em um ponto de ônibus próximo ao colégio estadual onde o adolescente estuda, no Centro de Maringá. Os dois agressores foram identificados. Um é aluno da mesma escola e o outro é maior de idade.

Muito abalada, a mãe do garoto, que está internado no Hospital Universitário (HU) de Maringá, afirmou que, há cerca de 30 dias, o filho foi agredido pelas mesmas pessoas, mas com menor gravidade. “Foi só empurrão e xingamento”, explicou.

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Para o conselheiro tutelar Carlos Bonfim, o colégio será notificado por não ter informado a denúncia da mãe ao conselho. “É uma situação que choca. Foi um caso de homofobia”, afirmou Bonfim, que classificou o caso como grave.

A direção da escola informou ao G1, que orientou a mãe a registrar um boletim de ocorrência pela perseguição que o garoto vinha sofrendo. O aluno agressor já tinha outras ocorrências na escola, também por agressão.

Até o momento, ninguém foi preso.

Com informações do G1.

 Homofobia na Escola

Segundo a pesquisa Juventudes na Escola, Sentidos e Buscas, realizada em vários estados do país, um dos principais preconceitos sofridos na escola é a LGBTfobia, em especial a transfobia e a homofobia. “O que percebemos é que esse número é tão alto quanto na primeira pesquisa em 2004″, diz a socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da pesquisa.

Mais 8 mil estudantes na faixa de 15 a 29 anos foram ouvidos. Entre os entrevistados, 7,1% não queria ter travestis como colegas de classe. Homossexuais (5,3%), transexuais (4,4%) e transgêneros (2,5%) também aparecem na lista dos rejeitados por parte dos jovens ouvidos na pesquisa.

No total, 19,3% dos alunos de escola pública não gostariam de ter um colega de classe travesti, homossexual, transexual ou transgênero. O grupo só fica atrás de bagunceiros (41,4%) e ‘puxa-saco’ dos professores (27,8%).

No Brasil, a homofobia não é tipificada como crime de ódio. E os projetos de lei que buscam a promoção da diversidade na educação vêm sendo distorcidos por interesses de grupos religiosos no que ficou conhecido como bancada evangélica ou bancada da bíblia no congresso nacional.

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