O primeiro longa-metragem dirigido por Marcelo Caetano traz às telas a vida de pessoas comuns que trabalham e se divertem, sem problematizar questões de gênero, orientação sexual, raça ou classe social, que gritam na tela em expressividade e originalidade.

Ao mesmo tempo, Corpo Elétrico questiona os lugares socialmente estabelecidos para gays, negros, mestiços, migrantes, operários. Para o diretor, uma das chaves de seu filme é o não-julgamento. “Meu desejo era falar de formas de amar mais livres e generosas, distante do amor romântico e seus conflitos já tão manjados”, conta.

O filme estreou nesta quinta-feira (17) e narra a história de Elias (Kelner Macedo), um jovem gay de 23 anos que divide seu tempo entre o trabalho em uma confecção de roupas e noites de sexo casual sem compromisso nem romantismo.

Fugindo dos clichês de temáticas gay, a produção descreve Elias como um “cara que ama de forma leve e solar”, e que “usa cada encontro para moldar um pouco sua personalidade, se tornando uma espécie de prisma humano, capturando tudo que pode de seus parceiros. Ele transita entre o masculino e o feminino, pode ser o trabalhador empenhado, mas também um anarquista debochado”.

O longa tem influência do poema Eu canto o Corpo Elétrico, de Walt Whitman, que celebra a beleza dos corpos, independente da idade, gênero, cor e forma.

Um de seus parceiros sexuais mais frequentes é um colega de trabalho, Wellington (Lucas Andrade), negro e afeminado que quer deixar a confecção para brilhar nos palcos, assim como suas amigas Márcia Pantera (drag queen ícone em São Paulo) e da funkeira trans Linn da Quebrada.

O filme estreou no Rotterdam Film Festival, na Holanda, e participou de outros festivais importantes, como o de Guadalajara, no México, no Festival de Hong Kong, o Off Camera, Krakow, na Polônia, BFI Flare, em Londres, no Outfest, de Los Angeles, entre outros.

Assista ao trailer de Corpo Elétrico:

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