Na cidade de Floriano, no sul do Piauí, o pequeno Pedro Henrique, de 6 anos, fala com alegria o que sente pelos pais: “Eu amo o papai Cordeiro e amo o papai Sol”. A história dessa família começou quando o menino tinha três anos e pediu dinheiro para o lanche. Meses depois, o pedido foi outro.

O assistente social Cícero Cordeiro Filho e o professor universitário Solimar Oliveira, contam que não conseguiram resistir ao pedido do menino.

“Um dia eu parei para colocar o carro para dentro e ele me pediu uma moeda. ‘Para quê você quer uma moeda?’, eu perguntei. ‘Eu quero comprar lanche’, ele me respondeu. Eu disse que dava o lanche, mas não o dinheiro e ele aceitou. Desde então ele participou de tudo que eu fosse fazer. Chegava em casa 6h30, tomava café comigo, eu chegava do trabalho ele ia ficar comigo assistindo televisão. Aí eu senti que ele precisava de uma família”, conta Cordeiro.

Solimar diz que ficou receoso inicialmente porque se viu diante de uma situação inesperada, já que não imaginava ter filhos. Para ele, foi Pedro quem adotou o casal. “Um dia ele chegou na nossa casa e disse que não ia embora. Nós íamos fazer o quê? Foi uma situação muito nova. Eu tive uma resistência, mas ao mesmo tempo aquele sentimento de que jamais poderia recusar uma escolha tão verdadeira, que foi a dele”.

Pedro Henrique vive com o casal há três anos.

O casal conta que ao tempo em que crescia o amor, o afeto e o cuidado com o menino, eram tomadas providências legais para que a adoção acontecesse. Pedro vivia com os pais biológicos e uma irmã.

“Fomos fazer uma viagem e eu pedi autorização e ela aceitou. Quando voltamos e fui deixar em casa, ele disse ‘Não, vocês que são meus pais agora, eu não quero viver aqui, eu quero morar com vocês’. E eu expliquei que primeiro precisava ver com a mãe dele. Ela permitiu e nós entramos com o pedido de guarda que pouco depois foi autorizado”, explica o assistente social.

“Ele me conquistou e eu lembro desse episódio em que eu estava assistindo televisão e ele chegou, veio por trás e me deu um beijo e um abraço. Não tive como resistir. Hoje, a pessoa mais importante da minha vida é meu filho, não me imagino sem ele”, conta o professor.

Com informações do G1 Piauí | Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

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