Depois da recente censura à exposição QueerMuseu – cartografias da diferença na arte brasileira, em Porto Alegre (RS), pelo Santander Cultural, muitas pessoas começaram a discutir sobre a função social da arte e seus efeitos em desmistificar preconceitos, gerar debate, causar desconfortos, e não apenas agradar os olhos.

Aliás, há muito tempo a arte deixou de cumprir esses requisitos estéticos de beleza e bem estar. É o caso do trabalho do artista norte-americano John Currin, considerado o ‘garoto maldito’ das artes, por justamente provocar através da arte, os tabus da sociedade, como o sexo e o erotismo.

Currim combina técnicas de pintura que lembram obras clássicas da arte renascentista à temáticas sexuais, no limite entre o que muita gente chamaria de “belo e o grotesco”. A combinação da nudez renascentista ao pornô moderno é capaz de fazer refletir sobre a eterna fascinação pelos apelos sexuais e a aflição em falar sobre os desejos e problemas sociais.

Suas inspiração vêm de revistas como a Cosmopolitan e a Playboy, mas atualmente, diz que suas criações vêm mais de dentro de si mesmo do que da observação de pessoas reais. “Uma das minhas motivações é tentar transformar um tema degradado em algo belo”, explica.

Seu trabalho está exposto em grandes museus e galerias ao redor do mundo, como o Museu de Arte Moderna de Nova York, o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, a Galeria de Arte Moderna Tate, em Londres, e o Centro Georges Pompidou, em Paris.

Confira algumas de suas obras mais polêmicas e controversas:

Todas as pinturas John Currin. Conheça mais obras no site do artista (aqui).

Com informações de Hypennes.

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