Dalia Al-Faghal nasceu e foi criada na Arábia Saudita pelos seus pais egípcios, e em julho deste ano publicou um post no Facebook onde contava que finalmente o seu pai aceitava sua orientação sexual, aproveitando para divulgar uma foto com sua namorada.

Aquilo que pretendia ser uma mensagem de amor, rapidamente se transformou numa onda de ataques e comentários de ódio e ameaças de morte.

Nas últimas três décadas, vários casos de pessoas transgênero se tornaram públicos no país, mas Dalia entra para a história como a primeira mulher egípcia a se declarar abertamente homossexual e a mostrar apoio público da família.

Para Abdel Hamied Al-Atrash, membro do comité ‘fatawa’ da maior organização muçulmana do país, a Al-Azhar, Dalia é vítima da negligência da família e precisa ser alertada de que a “atividade LGBT é proibida no Islã e é considerada um pecado”.

Em um vídeo especial para o Buzzfeed, ela conta que é a “lésbica mais odiada do Egito”, a declaração forte fez com que sua história fosse muito compartilhada, passando a receber a solidariedade de figuras públicas internacionais.

Agora, ela afirma que está forte para viver sua sexualidade, e que pretende fazer da sua vida, uma garantia para a liberdade de mais mulheres lésbicas.

Com informações do Dezanove.

Related Posts

Comentários

Comentário