Um grupo de cristãos iniciou uma campanha para arrecadar recursos para ajudar pessoas transgênero a pagar pelas cirurgias de redesignação e os procedimentos relacionados à transição de gênero. A campanha é intitulada #TitheTrans, algo como “dízimo trans” em tradução literal, e pretende arrecadar US$ 10 mil.
A quantia será doada para a Fundação Jim Collins, uma instituição de caridade fundada por pessoas trans que concede subsídios para as cirurgias, que lá recebem o nome de afirmação de gênero.

Eliel Cruz, fundador da ONG Faithfully LGBT diz que esses esforço de angariação de fundos foi em resposta direta à Declaração de Nashville. “Descobri que muitos cristãos LGBT dão o dinheiro do dízimo de volta às organizações pró LGBT em vez de dar a igreja, uma vez que muitas igrejas não fazem nada ajudar as pessoas LGBT”.

Um estudo publicado no ano passado mostrou que 40% das pessoas trans já tentaram suicídio nos Estados Unidos. Cruz explicou que sua campanha é uma maneira de convidar os cristãos para demonstrar seu apoio à comunidade LGBT e conhecer a realidade sem julgamentos.

“É difícil para os cristãos em geral reparar na nossa causa com atenção quando há tantas tentativas de deslegitimar a causa trans. Mas há um bom número de pessoas que simplesmente se preocupam em se espelharem as escrituras e apenas ajudar a vida das pessoas. Essa sim é uma maneira de agradecer a Deus pela vida”, afirma.

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Para a Fundação Jim Collins, “há pessoas que precisam de cirurgias para estar em paz em seus próprios corpos e poder ter acesso a diferentes serviços, e até mesmo na vida cotidiana, como andar de ônibus ou andar nas ruas”.

Segundo a Fundação, muitas apólices de seguro contêm uma Cláusula de Exclusão Transsexual, que exclui todos os procedimentos médicos relacionados ao status de transgênero de uma pessoa.

“A discriminação contra pessoas transgênero é tão prevalente que muitas lutam para sobreviver, não importando o que precisam fazer para pagar os custos de cirurgia. Mesmo para aqueles que têm seguro de saúde, a cobertura é sistematicamente negada”.

Para conhecer melhor a campanha, assista ao vídeo e saiba também como ajudar:

Com informações do Pink News.

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