Segundo ex-alunos, o juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, responsável pela liminar que abre caminho para que psicólogos utilizem terapias de reorientação sexual – a chamada “cura gay” -,  já manifestava homofobia e machismo enquanto professor universitário da Universidade de Brasília (UnB).

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, os alunos contaram que além de apoiar em diversas ocasiões a ditadura militar, o juiz, então professor, maltratava mulheres e LGBTs em sala de aula e, mais do que isso, barrava trabalhos e discussões que tinham como tema a questão de gênero, homofobia, direitos das mulheres ou machismo.

“Sempre vinha com comentários que reduziam assuntos relacionados à homofobia e ao feminicídio. Era desagradável ter aulas com ele. No antigo grupo da sala todo mundo comentou sobre a liminar, todos indignados, mas não surpresos”, disse uma estudante que não teve o nome revelado.

À reportagem, outro estudante disse que abandonou a disciplina ministrada por Waldemar por conta de seus posicionamentos homofóbicos. “Em alguns trabalhos que debatíamos temas escolhidos por nós, os relacionados ao combate à homofobia, ao machismo ou a questão de minorias eram barrados por ele por não serem pertinentes para se debater dentro das perspectivas do direito”, contou.

Veja também:

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já recebeu duas ações pedindo providências contra o juiz.

No final de agosto, uma proposta do deputado Ezequiel Teixeira, pastor e membro atuante da bancada evangélica, voltou a tramitar na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, sob relatoria de Diego Garcia, que também é relator do estatuto que define a família como a união civil entre homem e mulher. Com o objetivo de auxiliar a mudança da orientação sexual, o projeto libera terapias que “tratam” a homossexualidade.

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