Nesta quarta-feira (15), a DJ carioca Bruna Strait lançou a primeira edição da festa Verdade ou Consequência, em Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e o que era pra ser um grande sucesso, terminou em caso de polícia.

O evento foi encerrado mais cedo por conta de ataques homofóbicos por parte dos donos do estabelecimento que fazia a locação para a festa.

“Às 18h os donos do estabelecimento começaram a jogar gelo no chão para incomodar o nosso público e pediram para encerrar à festa antes. Uma hora depois eu chamei a polícia e os donos alegaram que não sabiam que a festa teria valor para entrada e venda de bebida, mas o contrato não proibia isso”, conta Fernanda Fox, uma das DJ convidadas.

Fernanda conta que chegou a questionar um dos donos do local, se o transtorno estava acontecendo por conta do preconceito com o público que estava presente, já que era uma festa LGBT. “Ele perguntou se eu achava certo que homens se beijassem na frente da filha deles”.

Durante a discussão, um dos donos teria afirmado que “se soubesse que seria ‘esse tipo de festa’, não teria alugado o local e que o “Espaço Celebrate era uma casa de família”.

Marcello Pereira Costa, marido da dona do espaço, usou o Facebook comentar sobre o corrido. Na publicação, ele, que trabalha como motorista no Uber, uma das empresas patrocinadoras da Parada LGBT do Rio, acusa o público do evento de “roubo” e “sexo explicito” no local. A organização do evento nega.

Em contato com o site carioca Pheeno, Marcello reiterou que a casa não é voltada para o público LGBT. “Aqui não é feito esse tipo de festa. Fizeram uma festa dessas e não se comportaram (…) o ambiente não é para isso. Não é correto uma festa ter homem com homem se beijando”, conta.

O fato gerou revolta pelas redes sociais, e o público que estava presente na festa se organizou para relatar o ocorrido e denunciar o estabelecimento em seu perfil oficial no Facebook. O caso agora está sendo encaminhado para a justiça.

Com informações do Pheeno.

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