Pela primeira vez no Brasil, o espetáculo O Filho do Presidente, texto do premiado dramaturgo norte-americano Christopher Shinn estreou na semana passada no Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues. A peça fica em cartaz até o dia 19 de novembro, de quinta a domingo, às 19h.

Com direção de Marcus Faustini e tradução de João Polessa Dantas, a peça é um drama político e familiar com doses de humor que traz à tona temas como liberdade de expressão, sexualidade, privacidade, fundamentalismo religioso e a luta pelos direitos das pessoas LGBT.

Com 45 anos de carreira, Anselmo Vasconcellos interpreta John Sr., um candidato à presidência dos Estados Unidos que vive uma conturbada relação com seu filho John, um jovem gay universitário vivido por Felipe Cabral.

Elenco da peça. Fotos: Divulgação.

Ambientada na sede do Partido Democrata, em um hotel no sul dos EUA, a trama transcorre, em tempo real, na noite da apuração dos votos. O drama familiar se instaura quando fotos polêmicas de John numa festa são divulgadas na internet: ele vestido de Maomé e seu melhor amigo Matt (Hugo Lobo), de Pastor Bob, um pastor evangélico que seria aliado do futuro presidente.

“É muito bom fazer um texto com essa qualidade dramatúrgica e com temas relevantes. A peça é muito atual: evangélico, muçulmano, gay, eleição, um vídeo que viraliza”, destaca o diretor Marcus Faustini. “Tem muito rancor e ressentimento nessa família. O filho tentou se matar quando era bem jovem. Os pais sempre colocavam a agenda política na frente de tudo”, revela.

A peça estreou em 2008, no Royal Court Theatre, em Londres, com o ator Eddie Redmayne (protagonista dos filmes A Teoria de Tudo e A Garota Dinamarquesa) no papel do jovem filho gay do candidato à presidência. Sucesso de público, a crítica inglesa não poupou elogios, e a montagem foi indicada ao prêmio Evening Standard Theatre Award for Best Play. 

Idealizador da montagem, o ator, roteirista e diretor Felipe Cabral tomou conhecimento da obra de Christopher Shinn numa conversa com um amigo. “Ele me indicou outro texto dele, Teddy Ferrara, sobre um garoto gay que se mata na escola. Comprei o livro e comecei a ler. Logo depois, numa viagem para Nova York, aproveitei para conhecer outras peças dele”, lembra Felipe.

“Comprei Now or Later, mas só fui ler dias depois do ataque terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo. Fiquei impressionado. Parecia que ele tinha escrito o texto naquele momento do atentado, em 2015, e não em 2008”, conta o idealizador.

Christopher Shinn é autor de 12 peças incluindo Now or Later (título original de O Filho do Presidente); Where Do We Live, vencedora do prêmio Obie de melhor texto; Dying City finalista do prêmio Pulitzer; Picked e Teddy Ferrara.

Estreou como dramaturgo em 1998, aos 23 anos, com a peça Four, no Royal Court Theatre (Inglaterra). Desde então, muitas de suas obras foram encenadas nos Estados Unidos, em teatros como o Lincoln Center Theater, o Manhattan Theatre Club e muitos outros. Atualmente, Shinn, de 42 anos, é professor de dramaturgia na The New School for Drama, em Nova York.

Serviço:
O Filho do Presidente
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues              
Endereço: Avenida República do Chile, 230, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
(Entrada pela Avenida República do Paraguai).
Informações: (21) 3509-9600/ (21) 3980-3815
Datas: 2 a 19 de novembro de 2017 (quinta a domingo)
Horário: 19h | Duração: 80 min.
Ingressos: Plateia: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)/ Balcão: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação:
400 lugares (mais 08 para cadeirantes) ​
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Classificação indicativa: ​16 anos | Acesso para pessoas com deficiência

Ficha técnica:
Texto: Christopher Shinn |Direção: Marcus Vinícius Faustini |Tradução: João Polessa Danta
Elenco: Anselmo Vasconcellos, Felipe Cabral, Ingra Lyberato, Hugo Lobo, Rodrigo Candelot e Vanessa Pascale
Assistente de Direção: Julia Stockler | Cenografia: Fernando Mello da Costa |Iluminação: Aurélio de Simoni
Figurino: Carol Lobato | Design: Guilherme Telles e Bruno Garcia
Comunicação: Gabriel Wasserman | Assessoria de Imprensa: Paula Catunda, Bianca Senna e Catharina Rocha
Coordenação de Relacionamento: Agatha Santos | Coordenação de Produção: Carol Bandeira
Assistência de Produção: Menna Barreto, Paulo Dary, Dyogo Botelho e Flávia Fialho
Assistência de Financeiro: Karina Cordeiro | Diretor Financeiro: Rodrigo Wodraschka
Direção de Produção: Miguel Colker | Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

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