Valkyria Menna, de 43 anos, atua na Guarda Municipal de São José dos Pinhais há 12 anos, mas somente há doze meses procurou os superiores da corporação para reivindicar o reconhecimento da mudança de gênero e, assim, conquistar o uso do nome social.

Identificada como ‘homem’ ao nascer, Valkyria se casou com uma mulher e teve duas filhas, hoje com 5 e 11 anos, mas nunca se reconheceu como sexo masculino, e agora mesmo sendo um pouco novo para muitos colegas, ela revela que teve boa aceitação.

“Eles me respeitam, alguns já conseguem me tratar pelo nome, outros falam da dificuldade pelo tempo que me conhecem e pelo costume, e eu respeito isso deles, também. Pensei que seria bem pior por ser uma profissão que tem um certo preconceito contra mulheres, mas isso vai ser vencido aos poucos. Me surpreendi porque fui bem aceita”, descreveu.

Depois de dar entrada no pedido de nome social, seu pedido foi analisado por diferentes órgãos e setores. “O pessoal soube quando dei entrada no protocolo de solicitação do uso do nome social. A Procuradoria do município deu parecer dizendo que  sim e como iria funcionar, a Ouvidoria da Guarda Municipal também deu o parecer e o diretor assinou autorizando o uso”, relembrou.

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Para ela, não precisar esconder particularidades do dia-a-dia é uma vitória imensa. “Poder ser quem realmente eu sou e fazer isso tirou um peso das minhas costas. É algo maravilhoso, mas ainda falta muita coisa, precisamos de leis que garantam uma comprovação do que somos. É um caminho longo, mas vamos avançar cada vez mais. Me surpreendi positivamente com a Guarda daqui”, finalizou, em entrevista ao portal Banda B.

Depois da conquista do nome social no ambiente de trabalho, a guarda municipal já está com tudo pronto para dar entrada na justiça para alterar o nome nos documentos de identificação.

Com informações e foto do Banda B.

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