O fotógrafo Felipe Fernandes, de 22 anos, teve o nariz quebrado depois de ser agredido com um copo de vidro na noite desta quinta-feira (30). A agressão aconteceu em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro.

Em uma publicação no Facebook, o jovem contou que nunca havia visto tanto sangue na vida. “Olhava para as minhas roupas, para as minhas mãos, para o chão e estava tudo vermelho. Não sabia direito o que estava acontecendo, não sabia que a causa tinha sido um copo de vidro quebrado no meu rosto”.

Segundo o relato, ele havia voltando do caixa do bar América, onde tinha pagado a conta e já estava pensando em ir embora. “Voltei para o mesmo lugar de onde passamos a noite toda comemorando o aniversário de uma amiga. E ele estava lá. Eu esbarrei nele, não foi proposital. Ele não foi simpático ao dizer que não queria que eu não encostasse nele”.

“Pediu para que eu saísse de perto, mas eu estava naquele exato local a noite toda com meus amigos. Talvez se eu saísse, teria evitado tudo isso. Mas porque eu deveria sair e não ele?”, explica.

O jovem classificou a agressão como homofobia. “Hoje eu sou uma estatística por causa do ódio”. Ele ainda narra que mesmo com muitas testemunhas, o agressor não se intimidou. “Pensei que fosse meu fim. Tinha muita gente em volta, muita gente querendo ajudar, muita gente falando ao mesmo tempo. Tenho vagas lembranças desses momentos, são lembranças que vão me assombrar para o resto da vida”.

Identificado como Johnnatan Lack, o agressor não permaneceu no local. Em sua publicação (agora retirada) na rede social, ele descreveu o acontecido como uma “discussão e logo após uma briga”. “Afirmo que de forma alguma foi por homofobia, pois todos que me conhecem sabem que não sou homofóbico, tenho o maior respeito pela opção sexual (sic) de cada um, não tenho problemas em lidar e conviver pacificamente com homossexuais, tenho muitos amigos homossexuais que podem comprovar o que afirmo”.

“Fui constrangido, pedi por várias vezes que me deixasse em paz, mas o cara queria briga, como tinha bebido, perdi a cabeça, sou o maior prejudicado e, ainda estou sendo tachado de homofóbico”, conclui.

Ao portal A Voz da Serra, o universitário Iago Pereira, de 21 anos, conta que não houve provocação da vítima. “Estávamos nos divertindo com nossos amigos, não fizemos provocações. Me virei para conversar com algumas pessoas e, quando dei por mim, o Felipe já estava com o rosto ensanguentado e eu fui empurrado. A gente nunca espera que isso vai acontecer. Sinceramente, tenho medo da impunidade”.

O caso foi registrado na 151ª DP como lesão corporal e está sendo investigado.

Veja na íntegra a publicação dos envolvidos:

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